A Terra é perfeita

Pena que nós não somos. Estamos acabando com a pele dela.

Escola pública

Todos os problemas do país começam e terminam aqui. Quando entendermos realmente isso, talvez consigamos resolve-los.

As crianças querem aprender

O que as crianças aprendem é ensinado por nós mesmos, se ao invés de aprender coisas boas estão aprendendo um monte de porcaria é hora de repensar a questão.

Florestas do Mundo

Alguns acham que estamos acabando com o meio ambiente. Errado! Estamos acabando com nós mesmos.

Destruiçao de Hiroshima

Nós já fizemos um monte de cagada, não? Está na hora de começarmos a pensar melhor nas coisas, antes de sair por ai fazendo mais.

Eram os deuses astronautas? (veja vídeo abaixo)


Resolvi recomendar esse vídeo (veja logo abaixo) em meu blog não somente porque é ótimo e porque foi baseado em um dos livros mais extraordinário que já li: “Eram os deuses astronautas?” de Erich von Däniken. Recomendo este vídeo, sobretudo, porque ele nos mostra, assim como o livro, que há coisas maiores do que as pequenas diferenças que, em geral, norteiam a vida de muitos de nós aqui na terra. Esse pequeno livrinho é capaz de inspirar ambições maiores em nossos corações do que aquelas que nossa mesquinhez nos apresenta.
Van Däniken disse em seu livro: “Assim que todas as autoridades, poderes e inteligências disponíveis se devotarem à pesquisa do espaço cósmico, esclarecer-se-á convincentemente, através do resultado desta pesquisa, a insensatez das guerras terrestres. Quando homens de todas as raças, povos e nações se reunirem para a tarefa supranacional de tornar tecnicamente possíveis viagens para planetas longínquos, a Terra, com todos os seus minis-problemas, se encolherá para a pequena dimensão que lhe corresponde, em comparação com os processos cósmicos.”
Que maravilhoso será este dia – se ele chegar – quando todos os homens, de todas as raças, religiões e nações, esquecendo-se das suas pequenas divergências, se reunirem em um esforço conjunto para conquistar as estrelas; quando cada um, por mais diferente que se julgue dos demais, sinta no peito o confortador alento que faz parte deste esforço comum, humano.
Nós homens somos aquilo que ambicionamos ser, se somos pequenos é porque nossas ambições são pequenas. Esse vídeo nos abre possibilidades de vislumbramos ambições maiores. Já não devíamos estar mais brigando por Maomé, por Jesus, Buda, ou seja lá que for. Mesmo porque esses caras pregavam paz, não guerra. Já não é mais o tempo de estarmos fazendo guerra por petróleo, ou seja lá que outras coisinhas como essas valorizamos tanto aqui na terra. Devíamos estar olhando para as estrelas, ambicionando toca-las com nossas próprias mãos.  Este é o tempo em que deveríamos estar virando uns para os outros nos perguntando: “como faremos?” Não o tempo em que ainda nos olhamos vendo diferenças que na verdade não importam, a não ser para as mente mesquinhas. Aprecie o vídeo.

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O Cérebro Humano (veja vídeo abaixo)


Se você está lendo este artigo é porque tem um cérebro, mas você sabe realmente o quanto seu cérebro é importante? Se você perguntar para as pessoas: “O que você acha, seu cérebro é importante?” Todas, sem exceção, vão responder que sim. Mas você realmente já pensou na importância deste órgão na sua vida?
Essa, a princípio, parece uma pergunta idiota, não é mesmo?  No entanto, nós temos a tendência a esquecer de que temos um cérebro e que antes de vivermos no mundo, vivemos dentro dele. Muitos dos nossos problemas começam justamente ai, quanto tentamos arranjar soluções no mundo exterior, distante  da nossa mente.
Um cara está jogando uma partida de bilhar, apostando muito dinheiro. O jogo chega ao final empatado. Ele tem a chance de ganhar o jogo se encaçapar a última bola. O cara sabe disso e sua ansiedade aumenta. Percebe todos, à sua volta, fixando os olhos nele, consegue sentir a tensão que contamina todos no salão. Olhando para seu oponente, ele sabe que se não conseguir encaçapar esta bola seu adversário o fará.
Ao pensar em tudo que esta em jogo neste momento culminante, suas mãos começam a tremer levemente. Se ele acertar terá um grande lucro. Por outro lado, se errar perderá um dinheiro que não poderia perder. A ansiedade cresce. Tudo que está em jogo fica bem claro na sua mente, neste momento. Aí ele tenta caprichar o máximo que pode na pontaria. Ajusta a mão de apoio, direciona a outra mão, mira bem e joga.
Ele conseguiu ou não? Talvez sim, talvez não. Mas a pergunta importante não é essa. A pergunta crucial é: “O que determinou o resultado do jogo”? A maioria, em momentos assim, faz o que foi descrito acima. Concentra-se no seu corpo e nos outros fatores externos. Mas será que isso é certo? Será que o que realmente determina os resultados das nossas vidas são os fatores externos?
Sem dúvida nós nos abalamos com o que acontece à nossa volta. Nossos sentidos transportam todas as impressões que capitam para dentro da nossa mente instantaneamente. Mas nossos sentidos servem só para nos ajudar a compor a história da nossa vida, porém onde ela será escrita, de fato, é dentro do nosso cérebro.
Recordo-me de um trecho do livro Xógum, de James Clavell, (um livro maravilhoso que descreve uma cultura milenar e riquíssima) capaz de ilustrar isso muito bem. A gueixa Kiku, depois de uma noite tenebrosa passada com um cliente abominável, enquanto esperava pacientemente o amanhecer para ir embora, forçava-se a pensar em coisas agradáveis.
“Lembre-se sempre, criança” inculcara nela sua primeira professora. “de que ter maus pensamentos é realmente a coisa mais fácil do mundo. Se você deixar a mente por conta própria, ela vai sugá-la para baixo, numa infelicidade sempre crescente. Ter bons pensamentos, porém, exige esforço. Isso é uma das coisas de que a disciplina trata. Portanto, treine sua mente para se deter em perfumes doces, o toque desta seda, tenras gotas de chuva contra o shoji, a curva deste arranjo de flores, a tranquilidade do amanhecer. Depois, finalmente, você não precisará fazer um esforço tão grande e isso será de valor para você mesma, um valor para a nossa profissão – e trará honra para o nosso mundo, o mundo do salgueiro.”
Poderia dar muitos outros exemplos para demostrar a importância desta sutileza, de como o ponto de vista pelo qual enxergamos o mundo pode interferir nos resultados da nossa vida. Em meu primeiro livro A Compreensão do Óbvio dediquei vários trechos falando sobre o assunto, dando como exemplo o caso de muitas pessoas que agem exclusivamente baseadas nas impressões externas, desconsiderando que tudo começa e termina em suas próprias mentes.
Assista ao vídeo a baixo e você estenderá isso mais claramente.


Outra favela pega fogo

“Há erros que poderiam ser facilmente corrigidos, se fossem enxergados.”

Neste artigo gostaria de falar sobre um assunto específico com você. Sobre um erro que já vem se repetindo por décadas e mais décadas sem que ninguém faça nada a respeito. Cara, não da mais para ignora-lo!
E imagino que a maioria tenta ignora-lo porque, ao se analisar de modo superficial essa questão, parece que as vítimas deste erro são só um grupo minoritário e desprotegido. Mas uma análise mais aprofundada nos mostra que ele vitima toda a sociedade de modo geral, sem que ninguém perceba. Estou me referindo ao descaso do poder público com relação aos incêndios em favelas. Contudo, o poder público é apenas um reflexo direto da sociedade. Este descaso não é somente político, é, acima de tudo, social.
Todavia, quando comecei a postar meus textos e vídeos na internet, minha intenção era falar sobre temas universais, de modo que todos que assistissem pudessem tirar algum proveito. Mas a verdade é que a filosofia não se constitui somente de temas universais. Filosofia é o estudo do cotidiano, da vida e de como ela acontece.
Sendo assim, não estarei fugindo completamente do tema central das minhas postagens anteriores e futuras. Já que filosofia é se esforçar para compreender as coisas que acontece à nossa volta, entender como acontecem e porque acontecem.
E, se tivermos sorte, encontrar um caminho mais inteligente para seguir. Sendo assim, isso não deixa de ser um exercício filosófico, que é o que faremos aqui, agora.
Vamos ao assunto, então. Quem vive em uma cidade onde há favelas, volta e meia ouve falar que uma delas pegou fogo. Isso acontece com uma frequência obscena. Este é o fato. A pergunta é: Será que é tão difícil assim impedir que elas peguem fogo tão fácil e frequentemente, como tem acontecido?
Aparentemente a sociedade acha que sim. Quando se vê na televisão ou se lê em um jornal que uma favela pegou fogo, ninguém se surpreende mais com isso. Como se fosse inevitável e natural. Favelas pegam fogo e ponto final. Os repórteres simplesmente noticiam: “Favela tal pegou fogo.” Os bombeiros singelamente declaram: “Nós chegamos e o fogo já estava incontrolável. Vamos lutar agora para apagar e tentar impedir que ele se alastre.” O governo, de todos os âmbitos, quase nunca se pronuncia sobre o caso. Como se não fosse com ele. E quando o faz, é para dizer que vão prestar algum auxílio financeiro as famílias desabrigadas. Esse tipo de declaração que pega bem para a imagem do político, nesses momentos. Sabe como é?
Cara, tudo isso parece ser muito louvável, não é mesmo? Parece que todos cumpriram e estão cumprindo seus papéis como deve ser e que tudo aconteceu como inevitavelmente tinha que acontecer. Mas vamos pensar melhor a este respeito. ]Será que esses incêndios são mesmo tão inevitáveis assim? Será que nada poderia ser feito, a não ser procurar apaga-los depois que eles já destruíram o lar de centenas e, às vezes, até de milhares de pessoas; e, depois, dar algum dinheirinho para essas famílias, que perderam tudo, se virarem? Quando é dado. Porque muitos destes pobres coitados nunca vêm a cor deste dinheiro prometido, tendo que recomeçar do zero novamente.
Mas você sabe o que é isso, ter de recomeçar do zero absoluto? Nós recomeçamos nossas vidas todos os dias, isso é certo. Todavia, você já imaginou perder tudo que tem, casa, móveis, utensílios domésticos, roupas, documentos, o pouco alimento que por ventura tinha na geladeira, que também foi queimada? Ver todas essas coisinhas básicas, que você demorou anos para conseguir, virar cinza na sua frente, de uma hora para a outra, sem poder fazer nada?
Para um adulto isso já é muito forte e traumático, que dirá então para uma criança, que de repente percebe que já não tem mais uma casa para morar, nem sequer uma cama para dormir? Sim! Porque favelas, como qualquer outra aglomeração residencial, tem muitas crianças, que são as maiores vítimas destes incêndios.
Cara, um incêndio em uma favela não queima só madeira velha, queima todos que perderam suas casas no fogo, suas vidas, seus sonhos, suas almas, deixando cicatrizes duradouras, muitas vezes, irreparáveis.
Contudo, a impressão que dá é que muitos parecem nunca ter feito esta reflexão. Para estes, as favelas são zonas negras e obscuras, à parte do resto da cidade. Não é como se os favelados fizessem parte do grupo. Entendeu? É como se ali fosse terra de ninguém. Pelo menos ninguém que importe realmente.
 “Os caras invadiram um terreno que não lhes pertencia, construíram seus barraquinhos de madeira sem pedir permissão para ninguém. Não tiveram que comprar, não pagam impostos. Por isso, não fazem parte do grupo. Se uma favela pega fogo dá dó, mas o problema é deles. Para começar eles nem eram para estar lá, mesmo!”
Cara é assim que muitos pensam e o estado acompanha esse raciocínio, já que uma das poucas intervenções efetivas do poder público em uma favela é acionar os bombeiros para apagar o fogo, quando essa está queimando.
Ninguém gosta de favelas, não é mesmo? Elas são imundas, feias, só causam problemas, desvalorizam os imóveis legais da redondeza. Conclusão: Não deveriam existir. Só que elas existem, e as pessoas que moram lá, também, quer queiramos ou não. E, digo mais, elas fazem parte do grupo como todos os outros, quer aceitemos isso ou não. E os problemas das favelas começam justamente ai, quando a sociedade se esforça para ignora-las, fingir que elas não fazem, nem deveriam fazer parte, da paisagem urbana e do contexto das suas vidas.
Como seria bom morar em uma cidade sem favelas, não? Uma cidade onde só tivesse gente boa, honesta, trabalhadora, que pagam seus impostos direitinho, não invadem propriedades alheias, que ganham dinheiro o bastante para morar em casas limpas e bem arrumadas. Como acontece nos países desenvolvidos. Andar por ai e ver uma cidade bonita e bem tratada. Isso seria maravilhoso, não?
Cara posso lhe adiantar que isso seria quase impossível de acontecer a curto prazo em um país como o nosso. Porque envolve muitos aspectos complexos da organização social. Mas o começo da solução deste problema não esta em ignorar as favelas, muito ao contrário. Está em aceita-las e, principalmente, aos seus moradores como parte integrante e importante da sociedade.
“Sociedade.”
Neste ponto acho conveniente refletirmos sobre o significado desta palavra: Sociedade. Ele é muito elucidativo. No dicionário está: “Sociedade: Conjunto relativamente complexo de indivíduos de ambos os sexos e de todas as idades, permanentemente associados e equipados de padrões culturais comuns, próprios para garantir a continuidade do todo e a realização dos seus ideais.” Acho particularmente interessante e revelador esse trecho: “permanentemente associados”.
A definição do dicionário da palavra sociedade não fala: eventualmente associados. Fala: permanentemente associados. Cara, se você ainda não percebeu, está associado com as pessoas a sua volta per-ma-nen-te-men-te. Não só de vez enquando, ou quando lhe interessa como muitos gostariam que fosse mais sempre; e com todos, não só com aqueles da sua preferência. Esta é a definição do que é sociedade.
E isso, de certa forma, é justo, porque nós vivemos em sociedade porque queremos, porque optamos em viver desta maneira. Se não fosse assim, cada um iria para uma parte do planeta e não procuraria se associar com outras pessoas. Mas não é assim, não é? Nós gostamos de viver em grupo, sem contar que isso nos ajuda de muitos modos. O que confirma outro trecho da definição da palavra “sociedade” dada pelo dicionário: “equipados de padrões culturais comuns, próprios para garantir a continuidade do todo e a realização dos seus ideais.”.
Em outras palavras, os caras por ai ainda não se ligaram que, quando se trata da sociedade, não é possível garantir a realização dos seus ideais sem, antes, garantir a: “continuidade do todo.” e isso inclui todos, mesmo! Inclusive os favelados.
Por esta razão, quero lançar uma idéia ao poder público e a sociedade. Senhor prefeito, senhor governador, senhores vereadores, senhores oficiais do corpo de bombeiros, seja lá de quem seja a competência, neste caso. Porque os senhores não organizam um corpo de instrução para ir às favelas e escolher, entre seus moradores, um grupo de bombeiros voluntários para dar combate aos primeiros focos de incêndio, os treinando e equipando para isso?
Sabe? Acho que deve ser mais barato e eficaz selecionar algumas pessoas nas favelas; instrui-las a agir de modo correto e rápido para dar o primeiro combate a um princípio de incêndio, evitando que ele se alastre. E fornecer equipamentos básicos para este combate, é claro.
As vantagens, neste caso, podem ser muito maiores que o simples combate aos focos de incêndio. Tal medida pode ser muito mais barata que ter de dar dinheiro para as famílias desabrigadas depois do incêndio e aloja-las em locais temporários, que não resolvem quase nada e lhes tira toda dignidade. Sem contar que, isso pode reforçar o espírito de cidadania destas pessoas. Faze-las sentirem-se amparadas pelo poder público, incluídas nas prioridades do grupo e aceitas por este. Não como se fossem habitantes de uma vila de leprosos, isolados e marginalizados.
Veja bem, não estou discutindo aqui o direito dos favelados em construir seus barracos em locais que não lhes pertencem. Estou afirmando que este problema não se resolve os ignorando, ou pior, os desalojando simplesmente, ou os deixando totalmente desprotegidos. Não estou discutido o direito deles, nem o da sociedade organizada. Estou afirmando que se eles existem fazem parte do todo. E o todo nunca será verdadeiramente sadio, enquanto uma parte dele permanecer doente e apodrecendo, sem que nada seja feito.
Cara se discorda desta lógica, coloque sua parte menos digna em cima do fogo e veja se o resto do corpo não sente igualmente o prejuízo.
Peço a você que espalhe essa idéia entre seus amigos e conhecidos. Quem sabe se muitos fizerem barulho, a este respeito, o poder público não escute e comece a trabalhar para prevenir esses incêndios nas favelas, poupando as cidades de prejuízos muito maiores que a simples queima de barracos de madeira? Poupando a cidade de almas queimadas.

Até a próxima...

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