A Terra é perfeita

Pena que nós não somos. Estamos acabando com a pele dela.

Escola pública

Todos os problemas do país começam e terminam aqui. Quando entendermos realmente isso, talvez consigamos resolve-los.

As crianças querem aprender

O que as crianças aprendem é ensinado por nós mesmos, se ao invés de aprender coisas boas estão aprendendo um monte de porcaria é hora de repensar a questão.

Florestas do Mundo

Alguns acham que estamos acabando com o meio ambiente. Errado! Estamos acabando com nós mesmos.

Destruiçao de Hiroshima

Nós já fizemos um monte de cagada, não? Está na hora de começarmos a pensar melhor nas coisas, antes de sair por ai fazendo mais.

Voto Distrital I (Veja vídeo abaixo)



Tenho andado pelas ruas, perguntado aos caras se eles sabem a diferença entre voto proporcional e voto distrital. Para meu espanto, até agora não encontrei ninguém que saiba realmente. Não porque este seja um assunto complexo e de difícil entendimento, como a teoria da relatividade de Einstein, por exemplo, mas simplesmente porque é um assunto que os caras não têm o menor interesse. Grave erro. Devido a este alienamento os políticos mal-intencionados têm deitado e rolado em nosso país. Pensa comigo: O nosso é um dos países de maior carga tributária do mundo. Qualquer filho da puta aqui, que entra em um supermercado para comprar qualquer coisinha, paga mais impostos que qualquer gringo rico na Suíça. No entanto, lá os caras vivem em um país que cuida deles da creche ao túmulo, enquanto nós aqui vivemos em um de terceira ou quarta categoria, pagando por ele como se fosse de primeira. E não vem com essa que o Brasil é ótimo. O povo é ótimo, porque o país precisa comer muito arroz com feijão ainda para ser bom. E a primeira coisa a fazer é mudar essa merda de voto proporcional que impossibilita a legitima representação política. Quer entender isso, assista ao vídeo abaixo.

Voto Distrital II (Veja vídeo abaixo)


Fiquei abismado ao perceber que os caras não conhecem nada sobre voto proporcional e distrital, nem tão pouco as diferenças entre um sistema e outro. E não estou falando apenas de pessoas de pouca instrução, mas de todas com as quais falei. Inclusive caras de nível superior. Alguns têm uma leve noção do que seja, isso é verdade. Mas ninguém com quem conversei sabe realmente do que si trata. A maioria jamais nem ao menos pensou no assunto. Agora, se você perguntar para os caras o que acham dos políticos, a resposta será unânime: “Nenhum presta para nada!” “São todos uns chupins!” As pessoas percebem que algo está errado, só não conseguem identificar o que é.
Os caras não sacaram ainda que não são os políticos que estão errados. Já que antes de se tornar essa criatura horripilante chamada “político” o cara é um ser humano (Embora alguns estejam longe de se parecer com isso.) e como tal não é bom nem mal. É apenas um oportunista tentando se dar bem. Se quisermos entender isso precisamos cessar com a hipocrisia. A grande maioria de nós está longe de ser ética e moral. Quando encontra uma brecha no sistema se aproveita dela, cedo ou tarde. Não há muitos caras bonzinhos por ai, sacou? Mesmo porque os poucos caras bonzinhos geralmente ficam de saco cheio das pessoas e acabam se tornando ermitões, não políticos. Moro? Logo, a solução não está nos políticos, está no sistema.
E o problema é bem este: essa brecha chamada “voto proporcional”. É ai que se encontra o ponto fraco do sistema, o buraco por onde se infiltram e deitam e rolam os sacanas. E como a população ainda não sacou isso, ninguém se dá ao trabalho de tapar esse buraco e o mofo e a podridão vai se apossando da casa e fodendo todo mundo. Então, é preciso mostrar para as pessoas essa infiltração e como tapa-la. Explicar a elas que só o voto distrital elimina essa lacuna. Este é o objetivo desta campanha. Assista ao vídeo abaixo e saiba mais a respeito.

Cuidado, escola! (Veja vídeo abaixo)


Às vezes, fazemos coisas sem refletir direito. Na vida apressada que levamos, em muitos momentos, não pensamos no que estamos fazendo, se estamos agindo certo ou não. Nestes tempos modernos, somos escravizados por horários. Temos hora para tudo, para acordar, para trabalhar, para comer, para sair, para chegar, para se divertir, para dormir. Nossos dias são contados minuto a minuto. E isso acaba por nos dar a sensação de que estamos sempre atrasados. Para chegar aonde eu não sei. Então quando saímos com nossos carros às ruas não temos tempo para pensar direito no que estamos fazendo. Saímos cortando caminho, passando a frente dos outros, acelerando o quando podemos para chegar o mais rápido possível. Na nossa cabeça perder alguns segundos pode atrapalhar todo o nosso dia. Mas não é isso que pode atrapalhar todo o nosso dia. Não é isso que pode atrapalhar toda a nossa vida. Se chegarmos antes ou depois, na maior parte das vezes, pouco importa. Você quer saber o que importa? Não é o tempo que ganhamos ou perdemos. O que realmente importa nas nossas vidas é nos sentirmos bem com nós mesmos. E para isso, entre outras coisas, precisamos tomar cuidado para não deixar nossa pressa nos levar a atropelar uma criança inocente saindo da escola. Assista ao vídeo abaixo e você entenderá. 

O propósito da vida

Um cara, depois do serviço, entra em um boteco, vê um amigo em uma mesa em um canto e vai até ele. – Olá. – cumprimenta o amigo.
— O que há com você? – pergunta o outro admirado com seu ar de desapontamento.
— Hoje foi um dia terrível no serviço.
— Por quê?
— Tenho tentado encontrar resposta para uma pergunta, mas até agora não encontrei. – respondeu ele pensativo, sentando-se em uma cadeira, de frente para o amigo.
— Quanto tempo faz isso? – perguntou o outro.
— Quanto tempo o faz o quê?
— Quanto tempo você está procurando essa resposta?
— Muito tempo. Quase o dia inteiro. – tornou ele.
— Acha que irá encontra-la?
— Creio que sim. Não sei quanto tempo vou levar, mas sei que vou encontrar, cedo ou tarde. Sempre encontro.
— Não sei quanto a sua, mas acabei de encontrar resposta a minha. – diz o outro.
— Como assim?! – perguntou ele surpreso.
— Antes que você chegasse estava aqui pensando em uma pergunta também.
— Que pergunta?
— “Qual a razão da vida?”
— Uau! Pergunta impressionante! E você encontrou resposta a tal pergunta?! – indagou ele admirado.
— Creio ter encontrado o princípio da resposta, pelo menos. – respondeu o amigo, olhando para o nada, satisfeito.
Ele, vendo que o outro se mantinha meditativo, impaciente perguntou. – Então, me fala que eu também quero saber a resposta desta pergunta?
— O propósito primário da vida é ganhar tempo.
— Ganhar tempo? – repetiu o outro. – Tempo para quê?
— Não sacou? Você mesmo disse, “a resposta vem com o tempo.” E é verdade. Quanto mais difícil a pergunta, mais tempo se leva para encontrar a sua resposta. Logo, como descobrir o propósito da vida talvez seja a coisa mais difícil do mundo, o segredo esteja em ganhar tempo para isso.
— Tempo para encontrar a resposta?
— Isso mesmo. Eu pensava que toda criatura viva buscava se perpetuar. Você já percebeu que todas as espécies vivem com a ideia fixa de jogar seu gênesis para frente, para a próxima geração?
— Não sei quanto os outros, mas eu penso muito nisso.
— Mas não é verdade. O que todos queremos, no fundo, é ganhar tempo. Tempo para encontrar a grande resposta. A chave do enigma está no tempo.
— Então o segredo da vida está no tempo?
— Exatamente.
— E se não tivermos todo esse tempo?
— Como assim?
— E se nos extinguirmos antes? Você sabe? Todo esse negócio de aquecimento global, todas essas cagadas que o homem anda aprontando por ai? Acabando com as florestas, despejando gás carbônico no ar sem o menor pudor. Se não nos cuidarmos, podemos nos dar mal e foder toda a raça humana levando-a a extinção.
— Então, pode ser que não encontremos a resposta.
— E o que acontece, então?
— Teremos perdido nosso tempo.


Poema - Nos olhos dos homens (veja vídeo abaixo)



Será este um poema místico, ou simplesmente uma constatação elementar? Em um mundo onde algumas religiões consideram seus dogmas mais preciosos que a vida humana, o poema “Nos olhos dos homens” de Lal de Siqueira, nos leva a pensar sobre esta questão. Existirá algo mais sagrado que a própria vida? Algum lugar, algum templo, alguma cidade, alguma imagem, algum dogma será mais sagrado que a vida de um ser humano?
Hoje se mata muito facilmente em nome de Deus. Tão facilmente que isso parece ser até normal e coerente. Em nome de Deus os homens cometem e já cometeram as mais aviltantes atrocidades e poucos se perguntam: “Será realmente essa a vontade de Deus, que nos matemos uns aos outros alegando defende-Lo? E será que Deus é tão débil assim que precisa ser defendido? Será que é isso que ele quer de nós, ou será que é isso que achamos que temos que fazer para puxar o saco Dele?”
Este vídeo começa em um cemitério predominantemente católico, mostrando cruzes e imagens, mas poderia começar em qualquer outro cemitério, de qualquer outra religião, porque não foi a intenção do autor enfatizar esta ou aquela doutrina, mas simplesmente mostrar a efemeridade da vida. Tudo começa e termina no pó e só o que temos realmente é esse pequeno intervalo de tempo onde não somos somente poeira levada pelo vento. Sendo assim, se o homem não consegue enxergar a importância da vida que o cerca conseguirá enxergar a Deus? Difícil, muito difícil. Veja o vídeo abaixo e tire suas próprias conclusões.

Eram os deuses astronautas? (veja vídeo abaixo)


Resolvi recomendar esse vídeo (veja logo abaixo) em meu blog não somente porque é ótimo e porque foi baseado em um dos livros mais extraordinário que já li: “Eram os deuses astronautas?” de Erich von Däniken. Recomendo este vídeo, sobretudo, porque ele nos mostra, assim como o livro, que há coisas maiores do que as pequenas diferenças que, em geral, norteiam a vida de muitos de nós aqui na terra. Esse pequeno livrinho é capaz de inspirar ambições maiores em nossos corações do que aquelas que nossa mesquinhez nos apresenta.
Van Däniken disse em seu livro: “Assim que todas as autoridades, poderes e inteligências disponíveis se devotarem à pesquisa do espaço cósmico, esclarecer-se-á convincentemente, através do resultado desta pesquisa, a insensatez das guerras terrestres. Quando homens de todas as raças, povos e nações se reunirem para a tarefa supranacional de tornar tecnicamente possíveis viagens para planetas longínquos, a Terra, com todos os seus minis-problemas, se encolherá para a pequena dimensão que lhe corresponde, em comparação com os processos cósmicos.”
Que maravilhoso será este dia – se ele chegar – quando todos os homens, de todas as raças, religiões e nações, esquecendo-se das suas pequenas divergências, se reunirem em um esforço conjunto para conquistar as estrelas; quando cada um, por mais diferente que se julgue dos demais, sinta no peito o confortador alento que faz parte deste esforço comum, humano.
Nós homens somos aquilo que ambicionamos ser, se somos pequenos é porque nossas ambições são pequenas. Esse vídeo nos abre possibilidades de vislumbramos ambições maiores. Já não devíamos estar mais brigando por Maomé, por Jesus, Buda, ou seja lá que for. Mesmo porque esses caras pregavam paz, não guerra. Já não é mais o tempo de estarmos fazendo guerra por petróleo, ou seja lá que outras coisinhas como essas valorizamos tanto aqui na terra. Devíamos estar olhando para as estrelas, ambicionando toca-las com nossas próprias mãos.  Este é o tempo em que deveríamos estar virando uns para os outros nos perguntando: “como faremos?” Não o tempo em que ainda nos olhamos vendo diferenças que na verdade não importam, a não ser para as mente mesquinhas. Aprecie o vídeo.

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O Cérebro Humano (veja vídeo abaixo)


Se você está lendo este artigo é porque tem um cérebro, mas você sabe realmente o quanto seu cérebro é importante? Se você perguntar para as pessoas: “O que você acha, seu cérebro é importante?” Todas, sem exceção, vão responder que sim. Mas você realmente já pensou na importância deste órgão na sua vida?
Essa, a princípio, parece uma pergunta idiota, não é mesmo?  No entanto, nós temos a tendência a esquecer de que temos um cérebro e que antes de vivermos no mundo, vivemos dentro dele. Muitos dos nossos problemas começam justamente ai, quanto tentamos arranjar soluções no mundo exterior, distante  da nossa mente.
Um cara está jogando uma partida de bilhar, apostando muito dinheiro. O jogo chega ao final empatado. Ele tem a chance de ganhar o jogo se encaçapar a última bola. O cara sabe disso e sua ansiedade aumenta. Percebe todos, à sua volta, fixando os olhos nele, consegue sentir a tensão que contamina todos no salão. Olhando para seu oponente, ele sabe que se não conseguir encaçapar esta bola seu adversário o fará.
Ao pensar em tudo que esta em jogo neste momento culminante, suas mãos começam a tremer levemente. Se ele acertar terá um grande lucro. Por outro lado, se errar perderá um dinheiro que não poderia perder. A ansiedade cresce. Tudo que está em jogo fica bem claro na sua mente, neste momento. Aí ele tenta caprichar o máximo que pode na pontaria. Ajusta a mão de apoio, direciona a outra mão, mira bem e joga.
Ele conseguiu ou não? Talvez sim, talvez não. Mas a pergunta importante não é essa. A pergunta crucial é: “O que determinou o resultado do jogo”? A maioria, em momentos assim, faz o que foi descrito acima. Concentra-se no seu corpo e nos outros fatores externos. Mas será que isso é certo? Será que o que realmente determina os resultados das nossas vidas são os fatores externos?
Sem dúvida nós nos abalamos com o que acontece à nossa volta. Nossos sentidos transportam todas as impressões que capitam para dentro da nossa mente instantaneamente. Mas nossos sentidos servem só para nos ajudar a compor a história da nossa vida, porém onde ela será escrita, de fato, é dentro do nosso cérebro.
Recordo-me de um trecho do livro Xógum, de James Clavell, (um livro maravilhoso que descreve uma cultura milenar e riquíssima) capaz de ilustrar isso muito bem. A gueixa Kiku, depois de uma noite tenebrosa passada com um cliente abominável, enquanto esperava pacientemente o amanhecer para ir embora, forçava-se a pensar em coisas agradáveis.
“Lembre-se sempre, criança” inculcara nela sua primeira professora. “de que ter maus pensamentos é realmente a coisa mais fácil do mundo. Se você deixar a mente por conta própria, ela vai sugá-la para baixo, numa infelicidade sempre crescente. Ter bons pensamentos, porém, exige esforço. Isso é uma das coisas de que a disciplina trata. Portanto, treine sua mente para se deter em perfumes doces, o toque desta seda, tenras gotas de chuva contra o shoji, a curva deste arranjo de flores, a tranquilidade do amanhecer. Depois, finalmente, você não precisará fazer um esforço tão grande e isso será de valor para você mesma, um valor para a nossa profissão – e trará honra para o nosso mundo, o mundo do salgueiro.”
Poderia dar muitos outros exemplos para demostrar a importância desta sutileza, de como o ponto de vista pelo qual enxergamos o mundo pode interferir nos resultados da nossa vida. Em meu primeiro livro A Compreensão do Óbvio dediquei vários trechos falando sobre o assunto, dando como exemplo o caso de muitas pessoas que agem exclusivamente baseadas nas impressões externas, desconsiderando que tudo começa e termina em suas próprias mentes.
Assista ao vídeo a baixo e você estenderá isso mais claramente.


Outra favela pega fogo

“Há erros que poderiam ser facilmente corrigidos, se fossem enxergados.”

Neste artigo gostaria de falar sobre um assunto específico com você. Sobre um erro que já vem se repetindo por décadas e mais décadas sem que ninguém faça nada a respeito. Cara, não da mais para ignora-lo!
E imagino que a maioria tenta ignora-lo porque, ao se analisar de modo superficial essa questão, parece que as vítimas deste erro são só um grupo minoritário e desprotegido. Mas uma análise mais aprofundada nos mostra que ele vitima toda a sociedade de modo geral, sem que ninguém perceba. Estou me referindo ao descaso do poder público com relação aos incêndios em favelas. Contudo, o poder público é apenas um reflexo direto da sociedade. Este descaso não é somente político, é, acima de tudo, social.
Todavia, quando comecei a postar meus textos e vídeos na internet, minha intenção era falar sobre temas universais, de modo que todos que assistissem pudessem tirar algum proveito. Mas a verdade é que a filosofia não se constitui somente de temas universais. Filosofia é o estudo do cotidiano, da vida e de como ela acontece.
Sendo assim, não estarei fugindo completamente do tema central das minhas postagens anteriores e futuras. Já que filosofia é se esforçar para compreender as coisas que acontece à nossa volta, entender como acontecem e porque acontecem.
E, se tivermos sorte, encontrar um caminho mais inteligente para seguir. Sendo assim, isso não deixa de ser um exercício filosófico, que é o que faremos aqui, agora.
Vamos ao assunto, então. Quem vive em uma cidade onde há favelas, volta e meia ouve falar que uma delas pegou fogo. Isso acontece com uma frequência obscena. Este é o fato. A pergunta é: Será que é tão difícil assim impedir que elas peguem fogo tão fácil e frequentemente, como tem acontecido?
Aparentemente a sociedade acha que sim. Quando se vê na televisão ou se lê em um jornal que uma favela pegou fogo, ninguém se surpreende mais com isso. Como se fosse inevitável e natural. Favelas pegam fogo e ponto final. Os repórteres simplesmente noticiam: “Favela tal pegou fogo.” Os bombeiros singelamente declaram: “Nós chegamos e o fogo já estava incontrolável. Vamos lutar agora para apagar e tentar impedir que ele se alastre.” O governo, de todos os âmbitos, quase nunca se pronuncia sobre o caso. Como se não fosse com ele. E quando o faz, é para dizer que vão prestar algum auxílio financeiro as famílias desabrigadas. Esse tipo de declaração que pega bem para a imagem do político, nesses momentos. Sabe como é?
Cara, tudo isso parece ser muito louvável, não é mesmo? Parece que todos cumpriram e estão cumprindo seus papéis como deve ser e que tudo aconteceu como inevitavelmente tinha que acontecer. Mas vamos pensar melhor a este respeito. ]Será que esses incêndios são mesmo tão inevitáveis assim? Será que nada poderia ser feito, a não ser procurar apaga-los depois que eles já destruíram o lar de centenas e, às vezes, até de milhares de pessoas; e, depois, dar algum dinheirinho para essas famílias, que perderam tudo, se virarem? Quando é dado. Porque muitos destes pobres coitados nunca vêm a cor deste dinheiro prometido, tendo que recomeçar do zero novamente.
Mas você sabe o que é isso, ter de recomeçar do zero absoluto? Nós recomeçamos nossas vidas todos os dias, isso é certo. Todavia, você já imaginou perder tudo que tem, casa, móveis, utensílios domésticos, roupas, documentos, o pouco alimento que por ventura tinha na geladeira, que também foi queimada? Ver todas essas coisinhas básicas, que você demorou anos para conseguir, virar cinza na sua frente, de uma hora para a outra, sem poder fazer nada?
Para um adulto isso já é muito forte e traumático, que dirá então para uma criança, que de repente percebe que já não tem mais uma casa para morar, nem sequer uma cama para dormir? Sim! Porque favelas, como qualquer outra aglomeração residencial, tem muitas crianças, que são as maiores vítimas destes incêndios.
Cara, um incêndio em uma favela não queima só madeira velha, queima todos que perderam suas casas no fogo, suas vidas, seus sonhos, suas almas, deixando cicatrizes duradouras, muitas vezes, irreparáveis.
Contudo, a impressão que dá é que muitos parecem nunca ter feito esta reflexão. Para estes, as favelas são zonas negras e obscuras, à parte do resto da cidade. Não é como se os favelados fizessem parte do grupo. Entendeu? É como se ali fosse terra de ninguém. Pelo menos ninguém que importe realmente.
 “Os caras invadiram um terreno que não lhes pertencia, construíram seus barraquinhos de madeira sem pedir permissão para ninguém. Não tiveram que comprar, não pagam impostos. Por isso, não fazem parte do grupo. Se uma favela pega fogo dá dó, mas o problema é deles. Para começar eles nem eram para estar lá, mesmo!”
Cara é assim que muitos pensam e o estado acompanha esse raciocínio, já que uma das poucas intervenções efetivas do poder público em uma favela é acionar os bombeiros para apagar o fogo, quando essa está queimando.
Ninguém gosta de favelas, não é mesmo? Elas são imundas, feias, só causam problemas, desvalorizam os imóveis legais da redondeza. Conclusão: Não deveriam existir. Só que elas existem, e as pessoas que moram lá, também, quer queiramos ou não. E, digo mais, elas fazem parte do grupo como todos os outros, quer aceitemos isso ou não. E os problemas das favelas começam justamente ai, quando a sociedade se esforça para ignora-las, fingir que elas não fazem, nem deveriam fazer parte, da paisagem urbana e do contexto das suas vidas.
Como seria bom morar em uma cidade sem favelas, não? Uma cidade onde só tivesse gente boa, honesta, trabalhadora, que pagam seus impostos direitinho, não invadem propriedades alheias, que ganham dinheiro o bastante para morar em casas limpas e bem arrumadas. Como acontece nos países desenvolvidos. Andar por ai e ver uma cidade bonita e bem tratada. Isso seria maravilhoso, não?
Cara posso lhe adiantar que isso seria quase impossível de acontecer a curto prazo em um país como o nosso. Porque envolve muitos aspectos complexos da organização social. Mas o começo da solução deste problema não esta em ignorar as favelas, muito ao contrário. Está em aceita-las e, principalmente, aos seus moradores como parte integrante e importante da sociedade.
“Sociedade.”
Neste ponto acho conveniente refletirmos sobre o significado desta palavra: Sociedade. Ele é muito elucidativo. No dicionário está: “Sociedade: Conjunto relativamente complexo de indivíduos de ambos os sexos e de todas as idades, permanentemente associados e equipados de padrões culturais comuns, próprios para garantir a continuidade do todo e a realização dos seus ideais.” Acho particularmente interessante e revelador esse trecho: “permanentemente associados”.
A definição do dicionário da palavra sociedade não fala: eventualmente associados. Fala: permanentemente associados. Cara, se você ainda não percebeu, está associado com as pessoas a sua volta per-ma-nen-te-men-te. Não só de vez enquando, ou quando lhe interessa como muitos gostariam que fosse mais sempre; e com todos, não só com aqueles da sua preferência. Esta é a definição do que é sociedade.
E isso, de certa forma, é justo, porque nós vivemos em sociedade porque queremos, porque optamos em viver desta maneira. Se não fosse assim, cada um iria para uma parte do planeta e não procuraria se associar com outras pessoas. Mas não é assim, não é? Nós gostamos de viver em grupo, sem contar que isso nos ajuda de muitos modos. O que confirma outro trecho da definição da palavra “sociedade” dada pelo dicionário: “equipados de padrões culturais comuns, próprios para garantir a continuidade do todo e a realização dos seus ideais.”.
Em outras palavras, os caras por ai ainda não se ligaram que, quando se trata da sociedade, não é possível garantir a realização dos seus ideais sem, antes, garantir a: “continuidade do todo.” e isso inclui todos, mesmo! Inclusive os favelados.
Por esta razão, quero lançar uma idéia ao poder público e a sociedade. Senhor prefeito, senhor governador, senhores vereadores, senhores oficiais do corpo de bombeiros, seja lá de quem seja a competência, neste caso. Porque os senhores não organizam um corpo de instrução para ir às favelas e escolher, entre seus moradores, um grupo de bombeiros voluntários para dar combate aos primeiros focos de incêndio, os treinando e equipando para isso?
Sabe? Acho que deve ser mais barato e eficaz selecionar algumas pessoas nas favelas; instrui-las a agir de modo correto e rápido para dar o primeiro combate a um princípio de incêndio, evitando que ele se alastre. E fornecer equipamentos básicos para este combate, é claro.
As vantagens, neste caso, podem ser muito maiores que o simples combate aos focos de incêndio. Tal medida pode ser muito mais barata que ter de dar dinheiro para as famílias desabrigadas depois do incêndio e aloja-las em locais temporários, que não resolvem quase nada e lhes tira toda dignidade. Sem contar que, isso pode reforçar o espírito de cidadania destas pessoas. Faze-las sentirem-se amparadas pelo poder público, incluídas nas prioridades do grupo e aceitas por este. Não como se fossem habitantes de uma vila de leprosos, isolados e marginalizados.
Veja bem, não estou discutindo aqui o direito dos favelados em construir seus barracos em locais que não lhes pertencem. Estou afirmando que este problema não se resolve os ignorando, ou pior, os desalojando simplesmente, ou os deixando totalmente desprotegidos. Não estou discutido o direito deles, nem o da sociedade organizada. Estou afirmando que se eles existem fazem parte do todo. E o todo nunca será verdadeiramente sadio, enquanto uma parte dele permanecer doente e apodrecendo, sem que nada seja feito.
Cara se discorda desta lógica, coloque sua parte menos digna em cima do fogo e veja se o resto do corpo não sente igualmente o prejuízo.
Peço a você que espalhe essa idéia entre seus amigos e conhecidos. Quem sabe se muitos fizerem barulho, a este respeito, o poder público não escute e comece a trabalhar para prevenir esses incêndios nas favelas, poupando as cidades de prejuízos muito maiores que a simples queima de barracos de madeira? Poupando a cidade de almas queimadas.

Até a próxima...

Por tudo se paga

Passando pela Rua Augusta, uma noite dessas, um destes caras, que ficam à porta das boates chamando clientes, me disse: “Pode entrar, a cerveja e o salgadinho são  grátis.” “Não há nada grátis neste mundo.” Respondi. Ele ficou me olhando enquanto me afastava.
Tudo nesta vida tem um preço e nada está em promoção. Se não se paga na entrada, se paga na saída. Às vezes, pagamos na entrada e na saída e só o que é certo é que sempre pagamos.

Pagamos para amar
Pagamos para odiar
Pagamos para comer
Pagamos para cagar

Pagamos por um mero sorriso
Sem desconfiar
Que eles não riem para nós
Eles nem conseguem nos enxergar

Pagamos para chorar
Em frente a uma lápide alugada
Pagamos para prometer que vamos melhorar
Mesmo que seja uma promessa furada

Pagamos para não sermos presos
Advogados são caros
Pagamos para não ficarmos indefesos
Embora momentos de liberdade sejam raros

Sempre pagamos
Mesmo quando damos calote
Sempre em dívida com alguém estamos
Do nascer até a morte

Cotas raciais para universidades públicas (veja vídeo abaixo)

Cara resolvi falar algo a respeito de cotas raciais para universidades públicas, porque este é o tipo de coisa que se decide em Brasília e ninguém parece tomar conhecimento. Mesmo eu que nunca fui para uma universidade sei da importância delas. Mas os caras que as frequentam e aqueles que as frequentaram parecem não saber. Pelo menos, é esta impressão que dá, já que os nossos excelentíssimos representantes, em Brasília, estão decidindo sobre isso e eu não vejo a sociedade mobilizada para participar desta discursão tão importante. 
Eu fiz um vídeo (veja abaixo) para dar minha opinião a respeito. Nele deixo bem claro meu ponto de vista. Mas o objetivo dele é mais do que isso. Seu propósito é trazer esse debate a público. Nele falo como acho este projeto absurdo, mas o que irrita mais do que tudo nisso é que as pessoas parecem não estar nem ai. Parece que o que esta se decidindo lá não é com elas. 
As pessoas, neste país, vivem reclamando da escola pública, da falta de oportunidades e coisas assim, mas a sensação que dá é que elas esperam que tudo se resolva sozinho, ou que outros resolvam estes problemas para elas. Se você perguntar as pessoas nas ruas sobre estas questões verá que elas têm opiniões bem claras a respeito, contudo, param por ai. Só têm opiniões, não esboçam reação nenhuma.
Cara! O que esta sendo decidido lá em Brasília agora tem haver com o futuro do país, tem haver com o seu futuro, com o futuro dos seus filhos, porque o que esta se decidindo é o futuro das melhores universidades do país. Esta sendo decidido o futuro da educação. Cara isso não é pouco, pense bem a respeito, porque uma boa educação muda o futuro de uma pessoa, mas uma má pode mudar o futuro de toda a sociedade. Depois não adianta chorar. 
Se tiver curiosidade, de uma olhada no vídeo abaixo. 

Motivação predominante (veja vídeo abaixo)

Quem aprecia filosofia aprecia pensar, mas não pensar qualquer coisa. Quem aprecia filosofia tem cede de entender o mundo que o cerca. Pessoas assim não querem só passar pela vida, querem compreende-la. Eu sou uma destas. Não me basta olhar as coisas a minha volta, quero entende-las, descobrir porque elas são como são. Há muitas coisas difíceis de entender. Coisas que parecem incompreensíveis inicialmente. O comportamento humano, por exemplo. Às vezes, é muito difícil entender as pessoas. Porque elas fazem o que fazem? Fiz um vídeo para tentar responder essa pergunta (veja abaixo). 


Hoje, nós temos muito mais informações que as gerações passadas tinham. Antigamente as pessoas não sabiam nem o que estava acontecendo com seus vizinhos. Agora sabemos o que se passa com quase todo mundo. A vida esta virando um verdadeiro big Brother. Mas isso só quer dizer que estamos sabendo mais do que está acontecendo com as pessoas por ai, não que estamos compreendendo melhor o que está se passando. Muito ao contrário.

Contudo, querendo compreender porque as pessoas agem como agem, comecei a observar o comportamento delas. Sob a ótica convencional o comportamento de vários indivíduos aparece nebulosos, dúbios, quase incompreensíveis. E isso sempre me incomodou. Tudo tem uma explicação, o comportamento destas pessoas não pode ser diferente.

Foi então que percebi que simplesmente não estava vendo as coisas pelo prisma certo. Para se entender o comportamento de uma pessoa precisamos antes entender o que a motiva. Qual o combustível que a faz agir. Eu pensei muito nisso e cheguei a algumas conclusões. É uma forma nova de enxergar essa questão que esclarece alguns aspectos que, antes escondidos, agora se revelam quase evidentes. Se tiver curiosidade de saber mais sobre o assunto veja o vídeo abaixo.

Por que filosofia? (veja vídeo abaixo)


Como responder tal pergunta?


Talvez encontremos essa resposta buscando compreender como funciona nossa mente. E, para isso, a primeira coisa que precisamos entender é que a mente humana funciona ininterruptamente. Dormindo ou acordados, nossas mentes estão sempre em atividade. Estamos sempre pensando em alguma coisa. Aquela expressão “mente vazia” não se aplica a nenhum ser humano vivo, porque, neste aspecto, a única mente vazia é a mente morta. Quando estamos dormindo a mente, com maior liberdade, se concentra em impressões que, geralmente, não chegaram ao âmbito consciente. Por isso, muitas vezes, sonhamos com coisas que não entendemos. Quando acordados, quase sempre nossas mentes estão concentradas na busca do prazer. Em outras palavras, resolver nossos problemas imediatos. Gastamos muita energia mental nesta tarefa. Mas quase sempre somos dispersos pelos nossos sentidos, pelas coisas que vemos, pelas coisas que ouvimos ou as coisas que sentimos.

Este é um hábito comum entre a maioria das pessoas. Gastamos muita energia procurando resolver nossos problemas, mas de maneira dispersa, desordenada, quase sempre. Porque as impressões que nossos sentidos nos transmitem nos distraem, já que também são fontes de prazer. É mais ou menos como se nossa própria ambição nos impedisse alcançar nossos objetivos. Escrevi alguma coisa sobre o assunto em meu primeiro livro, mas percebi que muitos não concordam totalmente com isso. Não concordam que estão sempre buscando o prazer em tudo que fazem. Então perguntei a algumas dessas pessoas. “Se sua mente não está constantemente buscando o prazer, está buscando o quê?” “Eu não estou sempre buscando o prazer.” Se defenderam. “Tenho muitas preocupações e problemas para resolver na vida. Quisera eu estar sempre buscando o prazer.” “Mas resolver um problema não dá prazer, ou possibilita alcança-lo?” Perguntei. “Sim, mas...” Responderam-me.

O que nos impulsiona lutar para resolver um problema é a esperança de ter satisfação como isso ou tornar o prazer mais acessível. Compreender essa mecânica mental é muito importante para entendermos a motivação das pessoas.  Acho particularmente útil para quem ensina. Muitos professores se queixam que apesar de estarem fazendo o bem para seus alunos ao ensina-los, eles não reconhecem este bem. Muitos alunos não reconhecem o bem feito a eles pelos professores, porque este bem não lhes trás prazer. Este reconhecimento só pode vir quando o aluno alcança com a inteligência como este bem pode lhe fazer bem, ou seja, lhe permitir alcançar o prazer. As pessoas em geral não agem de uma forma ou de outra porque são boas ou más, agem segundo sua conveniência. Se não enxergam a conveniência de um bem não o reconhecem. Como o aprendizado da filosofia não é diferente. “Por que Filosofia?” Que importância tem a filosofia? O vídeo abaixo tenta explicar como a filosofia pode lhe fazer bem. Senão, lhe dando prazer, evitando-lhe sofrimento. O que pode ser em muitos casos a mesma coisa, ou melhor.

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