O Cérebro Humano (veja vídeo abaixo)


Se você está lendo este artigo é porque tem um cérebro, mas você sabe realmente o quanto seu cérebro é importante? Se você perguntar para as pessoas: “O que você acha, seu cérebro é importante?” Todas, sem exceção, vão responder que sim. Mas você realmente já pensou na importância deste órgão na sua vida?
Essa, a princípio, parece uma pergunta idiota, não é mesmo?  No entanto, nós temos a tendência a esquecer de que temos um cérebro e que antes de vivermos no mundo, vivemos dentro dele. Muitos dos nossos problemas começam justamente ai, quanto tentamos arranjar soluções no mundo exterior, distante  da nossa mente.
Um cara está jogando uma partida de bilhar, apostando muito dinheiro. O jogo chega ao final empatado. Ele tem a chance de ganhar o jogo se encaçapar a última bola. O cara sabe disso e sua ansiedade aumenta. Percebe todos, à sua volta, fixando os olhos nele, consegue sentir a tensão que contamina todos no salão. Olhando para seu oponente, ele sabe que se não conseguir encaçapar esta bola seu adversário o fará.
Ao pensar em tudo que esta em jogo neste momento culminante, suas mãos começam a tremer levemente. Se ele acertar terá um grande lucro. Por outro lado, se errar perderá um dinheiro que não poderia perder. A ansiedade cresce. Tudo que está em jogo fica bem claro na sua mente, neste momento. Aí ele tenta caprichar o máximo que pode na pontaria. Ajusta a mão de apoio, direciona a outra mão, mira bem e joga.
Ele conseguiu ou não? Talvez sim, talvez não. Mas a pergunta importante não é essa. A pergunta crucial é: “O que determinou o resultado do jogo”? A maioria, em momentos assim, faz o que foi descrito acima. Concentra-se no seu corpo e nos outros fatores externos. Mas será que isso é certo? Será que o que realmente determina os resultados das nossas vidas são os fatores externos?
Sem dúvida nós nos abalamos com o que acontece à nossa volta. Nossos sentidos transportam todas as impressões que capitam para dentro da nossa mente instantaneamente. Mas nossos sentidos servem só para nos ajudar a compor a história da nossa vida, porém onde ela será escrita, de fato, é dentro do nosso cérebro.
Recordo-me de um trecho do livro Xógum, de James Clavell, (um livro maravilhoso que descreve uma cultura milenar e riquíssima) capaz de ilustrar isso muito bem. A gueixa Kiku, depois de uma noite tenebrosa passada com um cliente abominável, enquanto esperava pacientemente o amanhecer para ir embora, forçava-se a pensar em coisas agradáveis.
“Lembre-se sempre, criança” inculcara nela sua primeira professora. “de que ter maus pensamentos é realmente a coisa mais fácil do mundo. Se você deixar a mente por conta própria, ela vai sugá-la para baixo, numa infelicidade sempre crescente. Ter bons pensamentos, porém, exige esforço. Isso é uma das coisas de que a disciplina trata. Portanto, treine sua mente para se deter em perfumes doces, o toque desta seda, tenras gotas de chuva contra o shoji, a curva deste arranjo de flores, a tranquilidade do amanhecer. Depois, finalmente, você não precisará fazer um esforço tão grande e isso será de valor para você mesma, um valor para a nossa profissão – e trará honra para o nosso mundo, o mundo do salgueiro.”
Poderia dar muitos outros exemplos para demostrar a importância desta sutileza, de como o ponto de vista pelo qual enxergamos o mundo pode interferir nos resultados da nossa vida. Em meu primeiro livro A Compreensão do Óbvio dediquei vários trechos falando sobre o assunto, dando como exemplo o caso de muitas pessoas que agem exclusivamente baseadas nas impressões externas, desconsiderando que tudo começa e termina em suas próprias mentes.
Assista ao vídeo a baixo e você estenderá isso mais claramente.


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